Sede dos Jogos Olímpicos de 2000, Sydney é uma das cidades mais modernas e agradáveis do planeta e onde fica evidente, mesmo em uma megalópole com 5 milhões de habitantes, a relação dos australianos com o mar. Em poucas cidades do mundo (talvez Auckland, na Nova Zelândia) o visitante encontrará igual proporção de veleiros, banhistas e surfistas. Caminhe pela Harbour Bridge, a ponte que liga o litoral norte ao sul, ou suba ao topo pelas escadarias do Bridge Climb. Visite o Darling Harbour, região portuária que foi totalmente restaurada e abriga atualmente algumas das melhores opções de entretenimento da cidade. Percorra a região de The Rocks, área mais antiga de Sydney e onde os europeus se estabeleceram, em 1788. O local se converteu em um ponto histórico com mansões coloniais, museus, galerias de arte e cafés à beira-mar. Após caminhar por um dos diversos parques espalhados pela cidade, termine um dia de passeio assistindo a uma apresentação ou simplesmente visitando o principal cartão-postal do país, a Sydney Opera House, antes de escolher um restaurante ou balada em Oxford Street ou Kings Cross. Os brasileiros residentes já tomaram a descontraída Manly Beach de assalto, mas não deixe de conhecer também a praia de Bondi, famosa pelas suas competições de surfe, ou Balmoral e Coogee. Muitas praias ficam a meia hora de distância do centro de Sydney.
COMO CHEGAR
Aéreo
A Aerolineas Argentinas (0800-7073313, www.aerolineas.com.ar) tem voos partindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre com conexão em Buenos Aires. Para desembarque em Auckland, as tarifas começam em US$ 1.499, até Sydney (com escala em Auckland), o preço mínimo é de US$ 1.699 A South African Airways (11/3065-5115, www.flysaa.com) leva de São Paulo a Sydney e a Perth a partir de US$ 1.200, com conexão em Johannesburgo, na África do Sul. Pela LAN (11/2121-9010 , www.lan.com), os voos saem de São Paulo, fazem conexão em Santiago, no Chile, escala em Auckland (é possível desembarcar) e seguem para Sydney, com tarifas a partir de US$ 1.833.
O aeroporto internacional Sydney Kingsford Smith (SYD, www.sydneyairport.com.au) é o mais importante da Austrália e hub para boa parte dos voos operados pela Qantas (www.qantas.com). Daqui saem serviços para destinos como Melbourne, Perth, Darwin, Adelaide e Auckland, além de destinos por boa parte da orla do Pacífico e Ásia. Os terminais ficam a cerca de 6 quilômetros do centro da cidade. Trens da City Rail (www.cityrail.info) cobrem o trajeto por cerca de US$ 15. Por mais ou menos o mesmo valor (com descontos via online) há a opção de usar uma van que o deixará na porta de seu hotel. Táxis saem por cerca de US$ 50 (downton).
Terrestre
Sydney está conectada via ferroviária com as principais cidades da Austrália. A City Rail (www.cityrail.info) possui saídas principalmente para o leste-sudeste do país, incluindo destinos como Canberra, Brisbane, Melbourne e vários pontos em New South Wales. Já a Indian Pacific (www.gsr.com.au/indian/) faz o trajeto até Perth, via Adelaide, em conjuntos noturnos. Todos os trens de longa distante utilizam a estação Central Station (Eddy Avenue, Haymarket).
De ônibus, uma das companhias com melhor serviço e variedade de destinos é a Greyhound (www.greyhound.com.au), que cobre boa parte do país. Cairns, Perth, Adelaide, Brisbane e Melbourne são algumas das possibilidades.
Como comparação, até Melbourne, de trem, a viagem leva 11 horas a AU$ 130. De ônibus sai a partir de AU$ 90, de 12 a 15 horas.
COMO CIRCULAR
A cidade é servida por um sistema multimodal que combina ônibus, trem, ferry e bonde. Para tarifas, linhas e horários, vale a pena checar o site www.131500.info. Estão disponíveis bilhetes integrados MyMulti que oferecem descontos.
ONDE COMER
Sydney é definitivamente um destino foodie. Seu ar cosmopolita e suas dezenas de influências étnicas moldaram uma mesa variada, rica, multifacetada. Você pode se deliciar com um wrap vegetariano numa barraquinha de rua ou abrir o bolso e a alma em um restaurante comandado por um daqueles chefs que não saem das telas de TV. Vale a pena experimentar algumas especialidade com as quais não estamos acostumados, mas que estão amplamente disponíveis por aqui: malaios, indonésios, sichuan, polinésios, tailandeses, indianos, cingaleses e tamil. Um espectro um pouco mais familiar também foi moldado pelas comunidades locais, com boas casas de comida portuguesa, grega, italiana, eslava, japonesa e coreana, tudo com pescados e carnes (as de boi e cordeiro são excelentes) muito frescos.
Uma vertente mais recente é o uso de ingredientes e preparos nativos, apelando ou não para pratos mais exóticos, como a carne de canguru.
Os bares também são ótimos. De quase exclusivos pubs a animadas mesas com vista para a baía, turistas e locais celebram com cervejas e vinhos locais.
